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Materiais - Algumas generalidades I-10
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Esta página contém informações básicas sobre grupos de materiais
usuais. Oportunamente, novos tópicos ou informações poderão ser
adicionados.
Cerâmicas |
Elastômeros e polímeros |
Estruturas cristalinas |
Materiais fibrosos e laminados |
Cerâmicas
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Cerâmica é o nome genérico que se dá a materiais preparados, sob
altas temperaturas, a partir de compostos inorgânicos como silicatos
e óxidos metálicos. Nesse conceito, materiais como vidro e cimento
podem ser incluídos, mas às vezes são considerados grupos à parte
pela sua importância prática.
Em geral, as estruturas são complexas e, em vários casos, são
usadas misturas de diferentes compostos. Exemplo de uma composição
típica para vidro: 70-74% de sílica (SiO2), 12-16% de
óxido de sódio (Na2O), 5-11% de óxido de cálcio (CaO),
1-3% de óxido de magnésio (MgO) e 1-3% de óxido de alumínio (Al2O3).
Materiais cerâmicos são extensivamente usados em construção civil
(tijolos, telhas, etc) e em utensílios domésticos. No aspecto
técnico da Engenharia, pode-se citar algumas propriedades que são
determinantes para o uso dos mesmos:
• Dureza alta: rebolos para retíficas, ferramentas de carboneto
de tungstênio.
• Elétricas e eletrônicas: isolantes para linhas de
transmissão, substratos para semicondutores, etc.
• Estabilidade dimensional e baixa expansão térmica: paletas de
turbinas.
• Ponto de fusão elevado: revestimentos de fornos e similares.
• Porosidade: alguns materiais cerâmicos são particularmente
adequados para diversos tipos de filtros.
Isso é apenas uma pequena amostra. Na realidade, a evolução dos
materiais cerâmicos tem sido considerável e há diversas outras
propriedades e aplicações que fogem do escopo deste tópico.
Elastômeros e polímeros
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Plásticos e borrachas são designações comuns para materiais deste grupo. Polímeros são obtidos a partir de moléculas simples de compostos orgânicos (monômeros) que se agrupam em longas cadeias.
Exemplo: na parte esquerda da Figura 01, há uma molécula do
monômero etileno (C2H4). Na parte direita, o
agrupamento dessas moléculas forma o polietileno.
Na prática, o número de repetições da molécula do monômero no
polímero é elevado, podendo chegar a dezenas de milhares.
Geometricamente, as cadeias dos polímeros e suas ligações podem
formar estruturas paralelas, emaranhadas, entrelaçadas. Isso depende
da composição e do processo de fabricação.

Fig 01
Em geral, os polímeros são classificados em três grupos principais:
• Termoplásticos: as cadeias não são entrelaçadas e o
aquecimento reduz as forças de coesão. Isso significa que podem ser
reaquecidos e novamente moldados. Exemplos: poliamida (nylon),
poliestireno, polietileno.
• Termoestáveis ou termorrígidos: alterações
químicas ocorrem durante o processo de moldagem, que provocam
ligações entrelaçadas entre cadeias, formando estruturas rígidas. Não
são amolecidos por reaquecimento. Exemplos: baquelita, epóxi.
• Elastômeros: são (em geral) termoestáveis que apresentam elevado
grau de elasticidade. As cadeias de moléculas são emaranhadas, com
tendência ao alinhamento se submetidas à tração, mas retornando à
forma original se liberadas.
As cadeias dos polímeros podem conter mais de um tipo de monômero.
São os chamados copolímeros. Fisicamente, os monômeros podem
se distribuir de forma aleatória ou alternada na cadeia. Também
podem formar blocos como se fossem polímeros distintos ligados entre
si e outros arranjos.
Um sólido cristalino tem sua estrutura atômica regular e
ordenada, ao contrário do amorfo, que tem seus átomos
distribuídos de forma aleatória. Em conseqüência, a fusão de um
material cristalino ocorre a uma temperatura bem definida e a de um
amorfo, em uma faixa de temperatura. A maioria dos polímeros tem uma
estrutura semicristalina, ou seja, é formada por cristais e partes
amorfas. Portanto, o comportamento da fusão de um polímero depende
do seu grau de cristalização.
A maior parte dos polímeros são macios e flexíveis em temperatura
ambiente. Se resfriados abaixo de determinada temperatura, tornam-se
duros e quebradiços como vidro. Essa é denominada temperatura de
transição vítrea (Tg). Alguns polímeros,
entretanto, apresentam rigidez e dureza em temperatura ambiente.
Polímeros são, na linguagem do dia-a-dia, chamados de plásticos (ou
borrachas no caso de elastômeros) devido à ampla faixa de
deformação plástica que a maioria apresenta. Mas isso não é
válido para todos. Há uma variedade de propriedades mecânicas entre
os diversos tipos. Em relação aos materiais tradicionais como
metais, cerâmicas e madeiras, os polímeros são mais adequados para
muitas aplicações. É claro que os motivos dependem de cada caso,
mas alguns podem ser citados: menor custo, resistência química,
baixa massa específica, aspecto e acabamento superficial, etc.
Estruturas cristalinas
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Conforme já mencionado, a distribuição geométrica dos átomos de um sólido cristalino é regular e ordenada. Na realidade, essa distribuição é uma repetição de arranjos ou células iguais.
Supõe-se, por exemplo, que o material está no estado líquido e é
resfriado até a solidificação.
Nesse processo, células individuais agrupam-se de forma alinhada em
uma estrutura tridimensional para formar cristais. O crescimento de
vários cristais no mesmo meio pode eventualmente formar grãos com
limites bem definidos.

Fig 01
Há vários tipos de arranjos cristalinos, mas aqui são dados apenas
os mais comuns para os metais segundo Figura 01:
(a) estrutura cúbica de face centrada.
(b) estrutura hexagonal fechada.
(c) estrutura cúbica de corpo centrado.
Num mesmo cristal, todas as células se alinham na mesma orientação.
Em (d) da mesma figura, exemplo em corte da disposição de células
de uma estrutura hexagonal.
Materiais fibrosos e laminados
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Este grupo abrabge aqueles formados por dois ou mais materiais
diferentes, sem reações químicas ou misturas entre eles. As
propriedades resultantes são em geral decorrentes da interação
mecânica na estrutura formada.
Um exemplo comum: o concreto é obtido através da ação da
água sobre um aglutinante (cimento) misturado com agregados como
pedra e areia. A resistência à compressão é boa, mas é pouco
resistente à tração e, por conseqüência, à flexão. A adição
de barras ou arames de aço (ferragens) proporciona a necessária
resistência à tração e à flexão do conjunto, permitindo o uso
nos mais diversos elementos estruturais de construções (colunas,
vigas, lajes, etc). É denominado concreto armado e as
fibras são as ferragens. A madeira é exemplo de um
material fibroso natural.
Fibras de vidro e de carbono são resistentes e flexíveis. Na forma
de malhas embebidas com polímeros (em geral termoestáveis), produzem
estruturas leves e resistentes, aplicáveis onde esses aspectos são
fundamentais, como construção aeronáutica e outros.
Laminados também têm importantes usos. Exemplo: as fibras da madeira
são alinhadas na mesma direção. Assim, as propriedades mecânicas
variam com a direção. Compensados são formados por placas de
madeira coladas com direções de fibras perpendiculares entre placas
adjacentes. O resultado é um conjunto com mais uniformidade de
resistência mecânica.
Topo | Última revisão ou atualização: Set/2009